quinta-feira, setembro 14, 2017

32 anos do PNCD será comemorado com pé na trilha

Representantes da sociedade foram convidados para realizar a travessia Capão – Lençóis e festejar, em plena natureza, o aniversário do Parque Nacional e os 10 anos do ICMBio   



Neste domingo, dia 17, o Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) completa 32 anos. A data será celebrada em ritmo de aventura no percurso da trilha Capão – Lençóis, que contará com a participação de técnicos do ICMBio, conselheiros, brigadistas, guias, visitantes e moradores.

O trekking é uma forma descontraída de relembrar a trajetória do Parque Nacional e, ao mesmo tempo, ressaltar um dos inúmeros benefícios que a Unidade de Conservação oferece, que é a promoção da felicidade por meio da integração e o respeito à natureza.

A ação faz parte do projeto “10 picos, 10 travessias” para a comemoração dos 10 anos de existência do ICMBio, que vem sendo realizado ao longo de 2017. O circuito contempla algumas das mais belas paisagens naturais do País e a Chapada Diamantina foi uma das eleitas para compor a lista.

Trilha das mulas

Escolher a travessia Capão-Lençóis não foi tarefa fácil, diante as tantas opções existentes no Parque. “Ela possui importância histórica ligada ao período do garimpo, além de ter sido a primeira a ser operada comercialmente na área do PNCD”, afirma a analista ambiental, Marcela Marins.

Conhecida como trilha das mulas, ela foi aberta no século XIX para escoar produtos agrícolas, como banana, café e legumes, oriundos do Vale do Capão e Conceição dos Gatos, para a cidade de Lençóis.
No trecho de 18 km, sendo 9,5 km dentro do Parque Nacional, atravessam-se vários ecossistemas, como Cerrado, Mata Atlântica e Campo Rupestre, que mudam de acordo com o tipo de solo e condições climáticas. Além de cruzar diversos rios como o Rio dos Bois, Riachinho, Rio da Conceição, Ribeirão e Grisante.

Ao longo do percurso, os trilheiros passam por belezas singulares, como a vista do Morrão, do Vale do XXI; a Serra dos Cristais; a desembocadura para o vale do rio Ribeirão, onde existem vestígios de zonas de garimpos, e, por fim, a vista da cidade de Lençóis.


O número máximo de participantes na travessia é de 30 pessoas, divididas em três grupos que sairão com intervalos entre um e ouro. As medidas são para minimizar os impactos na trilha. Os convidados são representantes de diversos setores da sociedade que participam do dia a dia da Unidade de Conservação. A previsão de chegada a Lençóis é por volta das 18h, quando ocorrerá uma confraternização aberta a comunidade, na Praça do Coreto, na Av. 7 de Setembro.

quarta-feira, setembro 06, 2017

CONPARNA-CD realiza 60ª reunião em Andaraí

Conselho Consultivo define como prioridade aproximar o diálogo com Ministério Público Regional Ambiental sobre a situação dos recursos hídricos



No dia 26 de agosto, foi realizada a 60º reunião ordinária do Conselho Consultivo do Parque Nacional da Chapada Diamantina (CONPARNA-CD), em Andaraí. Com a participação de cerca de 30 pessoas, entre conselheiros e convidados, foram apresentadas as ações realizadas pela gestão do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) desde o último encontro, além do debate sobre temas relevantes, como a situação dos recursos hídricos.  

A principal deliberação do dia foi o agendamento de uma reunião com o Promotor de Justiça Regional Ambiental, Dr. Augusto Matos, e membros do conselho, para esclarecimentos sobre a gestão das águas no território. “Entender as competências governamentais é uma das prioridades para avançarmos nessa questão”, afirma a chefe do PNCD, Soraya Martins. “Mas percebemos o quanto é urgente esse diálogo e, ao mesmo tempo, o quanto tem sido difícil realiza-lo”, acrescenta.

Também foi destaque da reunião a apresentação das atividades realizadas pelo Grupo de Trabalho de Visitação, como a minuta da portaria que irá formalizar o credenciamento dos condutores de visitantes que atuam dentro da Unidade de Conservação.

O representante da ONG Conservação Internacional (CI), Rogério Mucugê, também apresentou como foi a sua participação no I Seminário de Voluntariado do ICMBio, que ocorreu no mês de julho, em Brasília. O conselheiro participou do evento a convite do PNCD e enfatizou o diferencial e o potencial que existe na região para o desenvolvimento de ações importantes para a preservação da biodiversidade por meio do voluntariado.

A próxima reunião ordinária do Conselho Consultivo ocorrerá na comunidade do Baixão, no município de Ibicoara, no mês de dezembro.

quarta-feira, agosto 30, 2017

ICMBio e moradores do Pati retomam negociações

O objetivo é a celebração de um Termo de Compromisso com normas que conciliem o modo de vida tradicional da comunidade à preservação da biodiversidade    

Primeira reunião com os Patizeiros, dia 11 de agosto, após retomada do diálogo,  na Câmara de Vereadores de Andaraí. 


Foram retomadas, neste mês de agosto, as conversas com os moradores do Vale do Pati, comunidade localizada no interior da Unidade de Conservação (UC), para a finalização de um Termo de Compromisso. O Objetivo é estabelecer normas que conciliem o modo de vida tradicional da população local à preservação da biodiversidade.      

As negociações tiveram início há cerca de quatro anos, quando o PNCD produziu estudos antropológicos para conhecer melhor o histórico de ocupação e o modo de vida das famílias que habitam a localidade. Após inúmeras visitas e reuniões, foi elaborada uma minuta do Termo de Compromisso que, posteriormente, passou pela análise de várias instâncias superiores do ICMBio, recebendo outras contribuições. Agora, o parque retorna à comunidade para dar continuidade ao processo, realizar o mapeamento georreferenciado das propriedades e traçar estratégias para o monitoramento e regulação da visitação.

Os encontros ocorreram nos dias 11 e 19 de agosto, na cidade de Andaraí e no Pati. O Termo de Compromisso está sendo produzido de forma participativa entre moradores e o poder público, e visa, por intermédio do diálogo, celebrar acordos de boa convivência entre ambas as partes.
Para o presidente da Associação dos Moradores do Vale do Pati, Vivaldo Domingos, muitos patizeiros (como são conhecidos) estão conscientes sobre a importância de limites para a construção civil e a agropecuária, por exemplo, e esperam a orientação adequada para que possam adotar novas formas de realizar cada atividade.

Reunião no Vale do Pati, dia 19 de agosto, com os moradores. 


O que vai de encontro aos objetivos dos gestores do Parque, que veem no Termo de Compromisso uma oportunidade para a gestão e o desenvolvimento do turismo de base comunitária. “A travessia do Pati é uma das mais conhecidas da UC e, possivelmente, uma das mais visitadas do Brasil. Pretendemos construir com eles as estratégias de desenvolvimento dessa atividade, de modo a conciliar os saberes e modos de vida tradicionais com a conservação da biodiversidade: um grande desafio!”, ressalta Soraya Martins, Chefe do PNCD.

Além de desenvolver o turismo de base comunitária, o PNCD pretende, com base nos acordos, fomentar técnicas e tecnologias que evitem a contaminação ambiental, como o saneamento básico e a gestão de resíduos sólidos, e promover métodos de produção agrícola e manejo de pastagens mais eficientes e agroecológicos.

terça-feira, agosto 15, 2017

ICMBio realiza curso de combate integrado a incêndios florestais

A ferramenta apresentada é largamente aplicada internacionalmente. Seu objetivo é tornar as ações mais eficientes por meio da padronização e da atuação conjunta das diversas instituições envolvidas


Os dois primeiros dias do curso foram dedicados ao conteúdo teórico do SCI.  


Ocorreu entre os dias 08, 09 e 10, em Andaraí, o primeiro curso básico de SCI (Sistema de Comando de Incidentes) para incêndios florestais. O sistema é uma ferramenta padronizada, utilizada nos EUA e países da Europa, que visa à otimização dos recursos e maior segurança nos combates por meio da atuação conjunta de diversas instituições.  

Realizada pelo ICMBio e ministrada pelo IBAMA, a capacitação faz parte das ações prioritárias do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) para aprimorar as estratégias de combate ao fogo.  Participaram mais de 40 pessoas, entre representantes das brigadas do ICMBio, do  Prevfogo/IBAMA e das brigadas voluntárias, além de instituições como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, prefeituras e INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos).  
     
O curso foi composto por representantes de mais de dez instituições, entre as três esferas do poder público e a sociedade civil organizada. 


De acordo com o Coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio, de Brasília, Christian Berlinck,  o SCI foi utilizado pelo instituto nas últimas grandes operações e o objetivo é multiplicá-lo por todo país, sendo a Chapada Diamantina a primeira unidade descentralizada a receber uma capacitação com esta finalidade.    

O SCI nasceu na década de 70 na Califórnia e, desde 2003 é a ferramenta oficial para todos os tipos de incidentes dos Estados Unidos. Foi aplicada em diversos tipos de desastres naturais e previamente em eventos de grande porte, como as olimpíadas. No Brasil, foi adotado por alguns estados e, em âmbito nacional, foi escolhido para compor o Plano Nacional Integrado do Fogo, que está sendo construído em parceria entre Ministério do Meio Ambiente (MMA), IBAMA e ICMBio.

Como funciona 

Planejamento das estratégias a serem empregadas em um estudo de caso de incêndios florestais. 



O principal objetivo do Sistema de Comando de Incidentes é a operação de uma estrutura organizacional composta por instalações, equipamentos e profissionais de diversas instituições para administrar da melhor forma os recursos disponíveis para um incidente ou evento. Para isso, existem alguns princípios, como: possuir uma terminologia comum entre as diversas instituições; ter uma comunicação integrada; produzir um plano de ação e ter um comando unificado. Além de oito funções que precisam ser colocadas em prática: o comando do incidente; operações; logística; administração e finanças; segurança; informação pública e ligação.

O comando unificado é um dos princípios de maior destaque do SCI, em especial no contexto da região do Parque Nacional, que conta com uma grande diversidade de atores nos combates. Ele é instituído com representantes das entidades envolvidas num incidente, que passam a planejar de forma conjunta as atividades e conduzir operações integradas.

A chefe do PNCD, Soraya Martins, acredita que estabelecer o comando unificado “dá legitimidade as ações, ainda mais na Chapada Diamantina, onde temos a peculiaridade de uma participação forte da sociedade civil”.  Para o brigadista voluntário há 12 anos, Leandro Santos, de Ibicoara, o sistema traz a possibilidade de melhorar alguns gargalos antigos, como as falhas na comunicação e, principalmente, a descentralização da tomada de decisão. “É uma oportunidade para darmos voz às pessoas mais experientes”.    

Uma das formas de estabelecer a integração efetiva entre Corpo de Bombeiros, brigadas e órgãos públicos, é através de protocolos que devem ser firmados por todas as partes, definindo previamente a responsabilidade de cada um.

Simulação 

Na simulação, instituições como Prevfogo/IBAMA, ICMBio, Corpo de Bombeiros, CIPPA (Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental) e brigadas, realizam combate de forma integrada.  


O último dia de curso foi dedicado à parte prática, com uma simulação de incêndio no Parque Nacional. Neste momento, foi possível testar a ferramenta em diversos níveis de complexidade. Iniciando com um foco pequeno, que contou apenas com a uma brigada voluntária, agregando depois a brigada do ICMBio, chegando até um incêndio de grande porte, quando foi necessário acionar instituições estaduais e federais, além de ampliar o arranjo organizacional, com novas instalações, seções e funções.  

“Percebemos que os participantes internalizaram a teoria do curso e o quanto o SCI é importante para a efetividade do combate, além de vermos os pontos que precisam ser melhorados”, ressalta a analista ambiental do ICMBio, Marcela de Marins.

Ao final da simulação, quando os incêndios foram debelados, foi realizada a desmobilização progressiva de toda estrutura empregada.


quinta-feira, agosto 03, 2017

Brigada do Parque agora possui base própria em Mucugê

Mês de agosto é iniciado com ações prioritárias para garantir a eficiência no combate aos incêndios florestais   


Contratação de mais 30 brigadistas, formando um efetivo de 42, que estão sendo distribuídos entre as bases de Palmeiras, Mucugê e três mirantes.  


Pela primeira vez, o ICMBio/Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) conta com uma base própria para sua brigada de incêndios florestais em Mucugê. A inauguração ocorreu nesta terça-feira, 01, com a contratação de mais 30 brigadistas e o início do Sistema de Mirantes.  
A ação é resultado do processo de regularização fundiária da Unidade de Conservação (UC), que adequou uma das edificações da área indenizada para receber os brigadistas e os equipamentos. Assim, o PNCD avança nos esforços de combate, passando a operar com duas bases: a recém-inaugurada e a já existente em Palmeiras.

De acordo com o gerente do fogo do PNCD, Luiz Coslope, “Mucugê possui uma localização centralizada, portanto, estratégica. Isso otimiza, consideravelmente, o tempo de resposta de combate nas localidades leste e sul do Parque”. A boa localização já foi comprovada em outros anos, como em 2016, quando foi firmada uma parceria com a Prefeitura Municipal de Mucugê, que cedeu uma casa para esta finalidade.

Monitoramento de incêndios  

O Sistema de Mirantes é uma das principais formas de evitar com que o fogo se alastre e cause grandes prejuízos ambientais. Por isso, a partir de agora, a Unidade de Conservação dispõe de três pontos destinados ao monitoramento de incêndios, que estão localizados em Guiné (Mucugê), Capa Bode (Mucugê) e Pico da Batávia (Ibicoara). Cada um conta com uma dupla de brigadistas de plantão diariamente, responsável por acionar a base a qualquer sinal de fogo.
 O ICMBio contrata todos os anos, temporariamente, um efetivo de 42 brigadistas que são distribuídos entre as bases de Palmeiras, Mucugê e os mirantes. Este ano, o diferencial, além da base própria em Mucugê, será o efetivo de 48 brigadistas que serão contratados até o mês de setembro. “Devido à forte seca que acometeu a região no primeiro semestre, conseguimos um adicional de contratação de seis brigadistas, que foi realizada no mês de abril”, explica Coslope.

segunda-feira, maio 15, 2017

Aspectos Botânicos e Ecológicos em comunidades da Chapada Diamantina


O Livro Aspectos Botânicos e Ecológicos em comunidades da Chapada Diamantina, publicado em 2016, é fruto de um trabalho de seis anos, organizado por Cezar Neubert Gonçalves - Analista Ambiental e Cristiane Freitas de Azevêdo Gonçalves – Bióloga, que contaram com a participação de instituições parceiras através de pesquisadores e estagiários.

O estudo tem como finalidade produzir conhecimento específico sobre os aspectos Botânicos e Ecológicos, abrangendo aspectos socioambientais de algumas comunidades tradicionais localizadas no interior do Parque.

É importante ressaltar que os esforços em conjunto e a contribuição em investimento da Instituição Gestora do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), viabilizaram a realização do trabalho que levantou informações nas comunidades do Vale do Pati, entre Mucugê e Andaraí, e Garapa-Roncador, no município de Andaraí, dentro do Parque, além  da comunidade quilombola do Corcovado, em Palmeiras, que se encontra no entorno do Parque, de modo a subsidiar as ações da gestão nestas áreas pertencentes a unidade de conservação ( UC).

Acesse o conteúdo deste livro  na página mapas e downloads.

quarta-feira, abril 19, 2017

Seleção de Brigadistas 2017

Do dia 24 de abril à 5 de maio estarão abertas as inscrições para os cursos de brigadistas do ICMBio/ Parque Nacional da Chapada Diamantina. Serão realizadas duas edições, uma em Ibicoara no período de 15 a 19 de maio e outra em Palmeiras no período de 22 a 26 de maio. Para os candidatos a chefe de brigada haverá uma prova de direção no dia 29 em Palmeiras.
O curso irá formar brigadistas e também selecionar os integrantes da brigada do Parque Nacional no ano de 2017/2018. Os interessados devem ter mais de 18 anos, não ter trabalhado para o ICMBio ou IBAMA-Prevfogo nos últimos 3 anos (depois de 2014).
As inscrições podem ser feitas presencialmente na sede do Parque Nacional da Chapada Diamantina em Palmeiras ou pelos telefones (75)3332-2310/(75)3332-2418.
Confira o edital em http://migre.me/wsR5i



terça-feira, março 21, 2017

CONPARNA – CD REALIZA PRIMEIRA REUNIÃO DO ANO

Fotos no sentido horário: Martin Obermaier, pesquisador da UFRJ; Branca Pires, da Flora Comunicação; plenária. Crédito: Neto Bomfim e ICMBio
    O Conselho do Parque Nacional da Chapada Diamantina (CONPARNA - CD) realizou sua primeira reunião do ano na comunidade do Guiné, na última sexta-feira (17.03). O evento, que contou com a participação de mais de 50 convidados entre gestores públicos, universidade e representantes das comunidades, teve como principal temática os impactos da crise climática nos recursos hídricos da Chapada Diamantina.
   O pesquisador Martin Obermaier, da COPPE/UFRJ, apresentou dados sobre o avanço do aquecimento global no semiárido nordestino, com consequências perversas para o Parque Nacional. “A região está entre as quatro do mundo que mais se aqueceram no último século. Foram 2ºC a mais, e se não houver mudanças profundas, a região pode sofrer um aumento de até 4ºC nos próximos anos”, alerta o estudioso. Como alternativa para a crise, ele sugere que o Parque Nacional construa um diálogo mais próximo das comunidades, para que construam juntos alternativas de convivência com o problema e suas consequências.
   Além do debate sobre as mudanças climáticas, os conselheiros do Parque Nacional da Chapada Diamantina realizaram os planejamentos dos seus grupos de trabalho e discutiram a elaboração de uma proposta de sinalização das principais vias turísticas, como a trilha para a Cachoeira da Fumaça.

quarta-feira, dezembro 28, 2016

Parque Nacional da Chapada Diamantina realiza campanha de fim de ano no Pati


Posto de informações no início da trilha Guiné-Pati 
   No período de 27 de dezembro a 03 de janeiro o Parque Nacional da Chapada Diamantina está realizando uma campanha de monitoramento e sensibilização no Vale do Pati. Os objetivos da atividade são a contagem de visitantes e orientação sobre os temas acampamentos, fogueiras, lixo e "ida ao banheiro".                              Para isto um posto de informações foi instalado no início da trilha Guiné-Pati, placas informativas estão sendo instaladas nas trilhas do Vale do Pati e uma equipe de 4 brigadistas está realizando rondas.                                                                        Confira as dicas para conhecer o Vale do Pati cuidando do Parque Nacional:
Placa Informativa
Não faça fogueiras: Fogueiras são prejudiciais à natureza e proibidas em todo Parque Nacional. Utilize um fogareiro para cozinhar.                              Leve seu lixo de volta: o lixo não volta sozinho! Carregue seu lixo com você até encontrar uma lixeira fora do Parque Nacional.                          Para ir ao banheiro: evacue a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água e trilhas. Enterre o papel higiênico junto com as fezes.       Acampamentos: Utilize os acampamentos da Igrejinha, Escolinha, Prefeitura e proximidades das casas dos moradores. Evite acampar na beira de rios, cavernas ou criar novos acampamentos.
   A campanha foi idealizada pelo Grupo Temático de Visitação do CONPARNA-CD (Conselho Consultivo do Parque Nacional da Chapada Diamantina) e conta com a parceria da ASCOPA (Associação da Comunidade do Pati), Associação da Comunidade da Campina, Bocapio Comunicação & Tecnologia e Projeto Gaya.

quarta-feira, agosto 31, 2016

Conselho do Parque Nacional inicia plano de prevenção a incêndios florestais

Ações envolvem monitoramento, educação ambiental e arrecadação de equipamentos

 

Os graves incêndios florestais que atingiram a Chapada Diamantina em 2015 foram cenas que ninguém quer assistir novamente. Ao todo, foram 60 dias de combate e 312,5 km² (31.250 ha) de área do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) queimada. Isso sem falar nas áreas do entorno do Parque. A destruição de espécies raras, endêmicas e ameaçadas, além do impacto sobre as nascentes da bacia do Rio Paraguaçu , uma das mais importantes bacias hidrográficas da Bahia, foram as principais consequências dos incêndios. 

A grandiosidade do PNCD (1.520 km²), o relevo acidentado, as condições climáticas severas na época da seca, a alta velocidade de propagação dos incêndios e a dificuldade de comunicação são alguns dos agravantes que tornam os combates na região extremamente complexos e arriscados. Levando tudo isto em consideração e a proximidade do período de estiagem (setembro a dezembro), foi definido pelo Conselho do Parque Nacional da Chapada Diamantina (CONPARNA-CD) que as ações de prevenção a incêndios são a prioridade para este semestre.
Divisão de ações é definida em reunião do Conselho | Foto: Divulgação
Divisão de ações é definida em reunião do Conselho | Foto: Divulgação

Formado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor do PNCD; Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema); sociedade civil; empresários; entidades públicas, universidades, entre outros, o Conselho foi dividido em subgrupos que  ficarão responsáveis por diferentes temas, como: Educação ambiental, treinamento, infraestrutura, fiscalização/monitoramento e articulação institucional. Soraya Fernandes Martins, atual chefe do PNCD, ressalta que o engajamento da população local e das instâncias públicas e privadas é fundamental para o desenvolvimento e eficácia das ações: “entendemos que nenhuma instituição isolada poderá dar conta do desafio. O trabalho exige uma série de medidas por parte dos governos municipais, estadual, federal e sociedade civil.”

Conheça algumas medidas tomadas pelo ICMBio, CONPARNA-CD e instituições parceiras para a temporada de 2016:

Monitoramento

Os mirantes são importantes ferramentas para a detecção de focos de incêndios florestais, determinando sua localidade e definição da estratégia de combate. Para este ano, serão operados seis mirantes na região do Parque Nacional: três mirantes pelo ICMBio, em Batávia (Ibicoara), no Guiné e Capa Bode (Mucugê); um pelo Prevfogo/Ibama, em Rosely Nunes (Itaetê); um em Tanquinho (Lençóis), pelo Corpo de Bombeiros e um pela Brigada de Resgate Ambiental  de Lençóis (BRAL), na torre de Lençóis.

Segundo o Major BM Vianey, do Corpo de Bombeiros Militares, está em processo de licitação, pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), um helicóptero para rondas diárias de 2 horas nas áreas de risco. Ele acrescenta que há inclusive a indicação de recurso para atender essa demanda. “Como estes processos de editais dependem de muitas questões, ainda não posso dizer com precisão qual será o inicio de execução, mas a Diretoria Financeira da Sema está dando andamento ao processo”, explica.

Combate
Brigadistas posam ao lado do piloto Adonis Lopes | Foto: Divulgação
Brigadistas posam ao lado do piloto Adonis Lopes em 2015| Foto: Divulgação

A atuação dos brigadistas é fundamental para o sucesso do combate aos incêndios. A região do Parque Nacional conta com aproximadamente 200 brigadistas voluntários e 42 contratados por um período de seis meses. No mês de maio deste ano, o ICMBio realizou a formação de brigadistas voluntários e a contratação da Brigada do Parque Nacional. Foram capacitadas 92 pessoas em dois cursos, realizados em Palmeiras e Ibicoara. Para atuar como brigadista voluntário é necessário ter mais de 18 anos e possuir curso de formação.

Para que os combates sejam eficazes, os brigadistas necessitam de uma série de equipamentos e insumos, como: bombas costais; abafadores; ferramentas para aceiro; Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); equipamentos de comunicação, que são as principais necessidades atualmente; combustível; alimentação adequada; medicamentos; entre outros. Diante da carência de alguns materiais, o CONPARNA-CD criou uma plano de arrecadação de equipamentos que possibilitará que empresas interessadas possam contribuir. Vale ressaltar que a campanha realizada pela Brigada de Resgate Ambiental de Lençóis (BRAL) no último ano teve um resultado bastante satisfatório. Foram mais de 900 doações, durante dois meses de campanha, com a arrecadação de R$ 77 mil,  investidos na construção da nova sede da brigada e na compra de equipamentos. “Para se ter uma ideia da importância das doações e da mobilização popular, apesar de todas as dificuldades, conseguimos, juntamente com as outras brigadas da região, que todos os focos de incêndios localizados dentro do Parque fossem debelados antes das chuvas de janeiro”, afirma Diego Serrano, representante da BRAL no Conselho Municipal de Meio Ambiente.

O excedente de doações (alimentos, equipamentos, EPIs, etc) foram integralmente repassados às outras brigadas municipais, igualmente comprometidas com a defesa do meio ambiente, como: Vale do Capão, Seabra, Mucugê, Campos do São João, Rumo e Baixão da Colônia (Itaetê).
Brigadistas em combate com o auxílio de helicóptero | Foto: Açony Santos
Brigadistas em combate com o auxílio de helicóptero | Foto: Açony Santos
Educação Ambiental

A maioria dos incêndios florestais na região é causada pelo homem, seja por práticas indevidas da pecuária, agricultura e caça; pelo descuido de turistas ou pelo simples objetivo de causar incêndios. Fenômenos naturais, com focos iniciados por raios existem, mas eles são relativamente pouco frequentes. Com o intuito de diminuir e até extinguir estas práticas nos próximos anos serão desenvolvidos diversos projetos de educação ambiental na região, como: cartilhas informativas, palestras nas escolas, cartazes e programas de rádio.

“A educação ambiental é um dos pilares do Plano de Prevenção a incêndios florestais. É consenso também que uma comunicação sensível, clara e ilustrativa é capaz de causar modificações sociais e culturais. Por isso, a campanha vem informar a importância de todos zelarem pelas nossas matas e nascentes, a fim de mantermos o ambiente propício para a sobrevivência de todos”, comenta Margareth Branca Pires, diretora da Flora Comunicação, empresa membro do CONPARNA-CD, prestadora voluntária de assessoria de comunicação ao Conselho e que desenvolverá o design, a elaboração e a divulgação da campanha.

De acordo com Tatiana Portela, Secretária de Turismo de Ibicoara, o município já iniciou algumas ações de educação ambiental, como: mensagens educativas em carros de som, distribuição de panfletos informativos e palestras nas zonas rurais. “Estamos priorizando as comunidades onde tiveram o maior número de focos de incêndios provocados pelo mau uso do fogo pelo agricultor. Estamos também capacitando brigadistas comunitários para atuarem especificamente nestas regiões”, comenta.

Sobre o Conselho

O CONPARNA-CD possui 15 anos de atuação e acaba de ter sua composição renovada. Constitui-se numa instância de participação na gestão do Parque Nacional da Chapada Diamantina, tendo representações de comunidades, associações, brigadas de incêndio, universidades, prefeituras e outros órgãos públicos. Realiza quatro reuniões por ano em caráter itinerante. Suas reuniões são abertas ao público.

Mais informações: conparna.cd@gmail.com